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EUA: Tesla e SpaceX na lista de empresas contra restrições à imigração

A Tesla e a SpaceX, companhias de Elon Musk, estão integradas num movimento de oposição pública à recente lei de restrições à imigração lançada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América.

São quase 100 as companhias que mostram a sua oposição à polémica lei da imigração assinada por Trump e que impede a entrada no país de cidadãos de sete países de maioria islâmica, bem como de refugiados provenientes desses países, ignorando também os tratados assinados por Barack Obama para receber refugiados.

Através de um documento legal, que representa o interesse das empresas constantes sem que tomem parte no litígio, é demonstrada a oposição das firmas à lei anti-imigração estabelecida por Trump, sendo que a adição da Tesla e da SpaceX à lista que, no momento de entrega tinha 97 nomes, foi já confirmada. Além das empresas de Elon Musk encontram-se ainda marcas como a Google, Apple, Facebook, Twitter, Snapchat, Netflix, Spotify, Lyft, Uber ou a Microsoft, que se unem na sua declaração de que o multiculturalismo é fundamental para os EUA.

O documento foi entregue no domingo como parte de ações levadas a cabo pelos estados do Minnesota e de Washington contra a restrição de entrada no país, a qual foi entretanto levantada por decisões judiciais na passada sexta-feira.

Críticas a Musk

Elon Musk foi nomeado por Trump como um dos conselheiros em dois grupos de aconselhamento, na área dos negócios e no da promoção do emprego, acabando por ser criticado pela sua decisão de se aliar, mesmo que estrategicamente, à ainda recente administração Trump.

O empreendedor defendeu-se este fim de semana, através da sua rede social favorita, o Twitter, em relação a essas mesmas críticas, enaltecendo que a sua presença nos referidos conselhos é importante para oferecer uma posição mais moderada nos círculos de decisão do presidente americano.

Reconhecendo que a decisão de Trump sobre a imigração “não é a melhor forma de enfrentar os problemas do país”, Elon Musk não seguiu, no entanto, a decisão do seu homólogo da Uber, Travis Kalanick, que após críticas de vários quadrantes, desde logo a partir da sua própria empresa, decidiu abandonar o conselho de negócios da administração Trump.

Pedro Junceiro

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